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Tecnologias que revolucionaram a Igreja

Deus deu uma criatividade formidável para o ser humano, e é por causa dessa criatividade que hoje podemos alcançar mais pessoas para Cristo.

Nesse contexto, as tecnologias, enquanto produto dessa criatividade, sempre exerceram um papel determinante para que o Evangelho pudesse chegar em locais cada vez mais distantes. Para exemplificar, podemos partir de tecnologias hoje tidas como básicas, como a capacidade de construir estradas para que as pessoas possam trafegar com maior celeridade entre as cidades e a habilidade para construir embarcações, que permitiu que os cristãos pudessem se deslocar a nações separadas pelas águas.

Conforme a evolução da sociedade, é possível notar que cada vez mais tecnologias inovadoras estão sendo desenvolvidas em um ritmo cada vez mais intenso. Os impactos dessas tecnologias são evidentes e têm transformado a sociedade como um todo. No entanto, se no passado a tecnologia e a Igreja andavam lado a lado, atualmente parece que a Igreja e a tecnologia estão se distanciando cada vez mais, o que pode nos deixar em desvantagem nos nossos esforços de disseminação do Evangelho.

Por isso, para te inspirar, hoje separamos uma lista de alguns recursos tecnológicos desenvolvidos com a criatividade que Deus nos deu e que fizeram a diferença na história da igreja para que pudéssemos chegar onde chegamos:

  1. Música

De forma geral, colocamos aqui desde os instrumentos musicais que existem desde a antiguidade até a forma de disponibilizar ou reproduzir as músicas, incluindo as fitas K7, os discos de vinil, os CDs e aplicativos como o Spotify. É incalculável o número de pessoas que foram alcançadas pela mensagem do Evangelho através desses recursos.

  1. Produções audiovisuais

Em um mundo dominado pelo secularismo, o papel de produções audiovisuais cristãs é essencial. Muitos vão se recordar do ano em que o filme A Paixão de Cristo foi lançado no cinema. Foram milhões de pessoas que separaram cerca de 2 horas das suas vidas para assistir a história de Jesus. 

Assim como esse filme, atualmente, muitas produções audiovisuais têm levado o Evangelho para os corações das pessoas de uma forma emocionante.

Inclusive, este é um nicho que a CV procura explorar bastante em seus projetos. O CV Resources, por exemplo, disponibiliza diversos conteúdos que foram produzidos pelas nossas equipes em diversos locais do mundo.

As produções audiovisuais têm o potencial de levar de forma lúdica e emocionante a mensagem que precisa ser transmitida. Não podemos ignorar o seu potencial.

  1. Aparelhos eletroeletrônicos

Você já parou para pensar na forma como esses aparelhos revolucionaram a maneira como os cultos são realizados? O uso desses aparelhos impactou até na quantidade de pessoas que um culto é capaz de comportar. Imagine o quão desafiador era conduzir um culto sem ao menos uma caixa de som e um microfone!

Agora imagine as cruzadas evangelísticas e os grandes eventos cristãos com milhares de pessoas. Como poderíamos alcançar tantas pessoas de uma vez só sem os aparelhos eletroeletrônicos?

  1. Internet 

Esta é uma tecnologia relativamente nova, mas que ainda enfrenta algumas resistências de uso no contexto eclesiástico. No entanto, com a pandemia, a percepção de muitas igrejas acerca do uso da internet certamente mudou, considerando a necessidade de adotar diversas medidas de prevenção contra a COVID-19.  

Boa parte da população mundial hoje já está na internet. Como queremos alcançar pessoas se não nos posicionarmos nos espaços onde elas estão? Daí surge a relevância da internet e de possuir uma parte do seu ministério ao ambiente digital.

Poderíamos falar sobre muitas outras tecnologias. Contudo, os impactos positivos que as tecnologias têm na história da igreja são evidentes. Por isso, queremos finalizar com a seguinte reflexão: de que forma a sua igreja está se  preparando para abraçar o uso de novas tecnologias para levar o nome de Jesus para pessoas que ainda não o conhecem e para encorajar os membros da sua igreja?


Evangelismo Digital: Os perigos de não enxergarmos as oportunidades de Deus no meio digital! – Parte 1

Hoje, especialmente as lideranças, sofrem por estarem vivendo dias de extremas mudanças em curtos períodos de tempo, principalmente no ambiente digital. Quando trazemos uma ação, tão conhecida e desempenhada pelas igrejas, o evangelismo, isso pode se tornar um desafio ainda maior.

Antes de falarmos das oportunidades que Deus está dando a você e a Sua igreja para a expansão do Seu Reino, você precisa entender que é importante aprender a desaprender o tempo todo, ainda mais falando de ambiente digital, só assim você vai conseguir se abrir algo novo para então irmos mais longe. O mundo está mudando a uma velocidade muito rápida e seus conhecimentos e habilidades também precisam mudar. O seu aprendizado precisa ser contínuo para que consiga acompanhar tanta mudança e ainda olhar para tudo isso e se perguntar “Como Deus pode me usar para alcançar pessoas em meio a todos estes desafios?”. Sim, eu sei, não é uma tarefa fácil.

Mas não queremos desanimar ninguém, estamos aqui para falar sobre como podemos olhar para o ambiente digital e enxergar as oportunidades de falar do Evangelho. Nós na CV, através dos nossos projetos, buscamos:

  1. Mobilizar cristãos e a liderança da igreja, a fim de encorajá-los, inspirá-los e treiná-los ao compromisso com o evangelismo em uma magnitude que mude a atmosfera espiritual em um país e no mundo.
  2. Fornecemos ferramentas e recursos para alcançar não-cristãos e dar a oportunidade de responder ao evangelho em parceria com a igreja local e capacitar os cristãos alcançando um impacto duradouro e exponencial por meio da Igreja.

Fazemos isso, utilizando-se da tecnologia disponível a todos, a nós e a você também! Por isso, já começo dizendo que para usar os meios digitais para falar de Jesus não é preciso ser um expert em Tecnologia, nem mesmo ter feito uma faculdades em Ciências da Computação. Você com o seu perfil no Instagram já pode começar.

Hoje, 64% dos cristãos acham que é sua responsabilidade compartilhar sua fé* e os outros 40% por que não estão compartilhando sua fé? Essa e tantas outras perguntas poderiam ser feitas, na verdade existem pesquisas já publicadas e tantas outras sendo feitas para tentar entender, porque mesmo com o advento da internet, ainda as pessoas não se sentem parte dessa missão dada por Cristo de ir até os confins da terra para falar do Seu amor.

Se pensarmos em alcance e plataformas, olhem esses números que impressionante:

  • Segundo a ONU, já existem cerca de 4.1 bilhão de pessoas com acesso à internet no mundo, isso representa praticamente 53,6% da população mundial.
  • Segundo a Visual Capitalist, hoje as maiores plataformas digitais no mundão são: Facebook com 2.6 bilhões de usuários ativos, seguido pelo WhatsApp com 2 bilhões de usuários ativos e Instagram com 1.08 bilhões de usuários ativos.
  • Em 1 minuto, existem mais de 347.222 stories sendo postados; 150.000 mensagens sendo compartilhadas no Facebook; 2.700 pessoas instalando o app do TikTok e tantas outras interações digitais acontecendo. Em 1 minuto!!!!

Esses são só alguns, muito mais o ambiente digital pode oferecer para que pessoas do mundo todo, em diversas línguas, culturas e de intenções, também utilizem esses recursos para espalhar sua mensagem, e Deus no ambiente digital? Como cristãos estão ocupando este espaço para falar da melhor e mais importante mensagem que o mundo pode e precisa conhecer? Para 53% dos cristãos, eles concordam que a tecnologia e as interações digitais tornaram o compartilhar de sua fé mais fácil. 

Agora, como você e sua igreja poderiam, apenas com poucos dados compartilhados neste artigo, pensar na oportunidade que você pode estar perdendo de falar de Jesus, de forma intencional e relacional, utilizando-se de ferramentas digitais?

Pesquisa Barna Institute

Texto escrito por Carolina Fedoruk, Country Manager CV Brazil.


As Pessoas são Felizes nas Redes Sociais?

Já falamos algumas vezes sobre como a ansiedade afeta a população mundial, mas especialmente a população brasileira. No entanto, constantes pesquisas têm batido na mesma tecla: nossa população continua sofrendo de diversos transtornos e condutas prejudiciais à saúde mental, atingindo padrões preocupantes de infelicidade. 

Se de acordo com o IBGE 86,8% da população brasileira é cristã, por que sofremos tanto com essas coisas? O primeiro ponto, e o mais óbvio, é que temos uma população que vive de aparências. Se diz cristã, mas não vive o Cristianismo puro e simples. 

Porém, ainda existem outras variáveis: de acordo com o Relatório da Felicidade pelo Mundo1, o conceito de bem-estar mental e de felicidade estão ligados, também, aos níveis de corrupção, à situação financeira familiar, etc. Esse mesmo relatório aponta que existe um movimento mundial de infelicidade, em virtude do avanço das redes sociais. 

Muitos estudos e até o documentário O Dilema das Redes, da Netflix, corroboram essa mesma tendência de infelicidade nas redes sociais e sugerem que elas refletem, em grande parte, a avassaladora quantidade de conteúdos com expectativas irreais de padrões estéticos, de riqueza e até de felicidade. As redes sociais também são responsáveis pela viralização de conteúdos enganosos e sensacionalistas que causam desesperança, medo, ansiedade, indignação, raiva e solidão, resultando até na doutrinação de pessoas de acordo com os interesses de determinados grupos. 

É nesse mundo digital de trevas que precisamos levar a luz, trazendo conteúdos que reflitam o Antagonista de todas as coisas negativas, Aquele que pode trazer a verdadeira felicidade: Jesus! 

Querendo ou não, as redes sociais são uma realidade. Ao não ocuparmos esses locais, deixamos um espaço propício para a proliferação da maldade. Isso me faz lembrar das palavras de Martin Luther King: “O que me preocupa não é o grito dos maus, mas o silêncio dos bons.” 

De que forma a sua igreja tem colaborado para levar Jesus e a mensagem de esperança e felicidade verdadeira para o ambiente digital?


A contribuição do Marketing Digital para o cumprimento da promessa de Atos 1:8

Em entrevista, Carolina Fedoruk, country manager da Christian Vision, fala sobre o potencial das tecnologias digitais para a proclamação do Evangelho.

Por Cleiton Oliveira

Jesus disse: “Vocês receberão poder quando o Espírito Santo descer sobre vocês, e serão minhas testemunhas em toda parte: em Jerusalém, em toda a Judeia, em Samaria e nos lugares mais distantes da terra” (At 1.8). Desde o momento em que o Senhor fez essa sublime promessa, grandes eventos viabilizaram o seu cumprimento.

Dos sistemas de transporte que possibilitam o trânsito de pessoas ao redor do globo às novas tecnologias que superam fronteiras a um clique, com o passar da história a Igreja tem utilizado tais facilidades para cumprir a sua missão de anunciar o Evangelho em todo o mundo.

Nesse contexto, a Internet figura entre as ferramentas mais eficazes para comunicar a Palavra de Deus. Somente no Brasil, 79,9 % da população possui acesso à rede, fixa ou móvel, número que segue crescendo. A cifra abrange 166 milhões de brasileiros, inclusive aqueles que vivem abaixo da linha da pobreza (IBGE). Ainda em 2018, esperava-se que mais da metade da população mundial já possuísse acesso à plataforma, um total de 3,9 bilhões de pessoas (ONU).

Justamente por entender que o ambiente on-line é um frutífero campo missionário, a Christian Vision (CV) tem usado a Internet e o Marketing Digital de forma criativa na propagação da mensagem de Cristo. Com o objetivo de alcançar 1 bilhão de pessoas, a organização mantém sites, aplicativos, recursos e programas por meio dos quais os usuários ou participantes podem conhecer o plano de salvação e ser conectados a uma igreja local. Com 31 anos de atividade, a CV possui mais de 350 colaboradores, espalhados em mais de 35 países, impactando milhões de vidas a cada ano.

Sepal: De que forma as estratégias do marketing digital são eficazes para a propagação do Evangelho, inclusive em ações com viés missionário e de proclamação além-fronteiras?

Carolina Fedoruk: Quando falamos em Marketing Digital na CV, estamos pensando em um conjunto de estratégias voltadas para a promoção do Evangelho na Internet. Focamos diferentes canais online e métodos inovadores que nos permitem analisar a eficácia das plataformas, dos conteúdos e temas abordados, tudo em tempo real! Isso só é possível por ser digital.

Hoje em dia, a Internet já está incorporada em nossas vidas de tal maneira que é quase impossível fazer qualquer coisa sem ela. Se pensarmos nas gerações Y e Z, essa realidade conectada pode ser ainda maior. Por isso, para nós, só é possível olhar para o objetivo de alcançar 1 bilhão de pessoas com a mensagem de Jesus porque enxergamos a Internet como um campo missionário, um ambiente sem fronteiras ou barreiras físicas, que nos permite falar e interagir com os usuários e conectar pessoas com igrejas ao redor do mundo.

Conte-nos um pouco sobre o yesHEis, o aplicativo gratuito que permite que cristãos compartilhem a fé com amigos que não conhecem Jesus. Como essa ferramenta funciona? Quais têm sido os resultados alcançados desde seu lançamento?

O aplicativo yesHEis existe desde 2011. Ele é uma plataforma com conteúdos em texto e vídeo, para compartilhar do jeito que o usuário quiser, seja em suas redes sociais ou WhatsApp. No entanto, o yesHEis é muito mais do que um aplicativo cheio de conteúdo: por meio dele queremos capacitar cristãos para que possam realizar conversas intencionais sobre sua fé em Jesus com seus amigos, a viver realmente uma “Vida em Missão 24/7” (ou seja, 24 horas do dia, 7 dias da semana). Com ele, queremos aumentar a confiança para o evangelismo.

Nós, cristãos, precisamos entender que fomos feitos para a Grande Comissão, e isso não tem lugar ou hora marcada, tem de ser o tempo todo, em qualquer lugar! Por essa razão, focamos muito nos relacionamentos com a comunidade do yesHEis. Assim, temos equipes preparadas e com o coração inclinado para ajudar os usuários do aplicativo em sua caminhada de aprendizado e evangelismo.

No ano de 2019, alcançamos a marca global de mais de 500 mil usuários ativos. Já são mais de 61.1 milhões de pessoas que ouviram a mensagem do Evangelho por uma das iniciativas digitais da CV, incluindo o app yesHEis.

Além do yesHEis, vocês mantêm o CV Outreach, inovação que utiliza as mídias digitais para divulgar conteúdo cristão, conectar pessoas e incentivá-las a participar de uma igreja local. De que forma essa dinâmica tem extrapolado o ambiente virtual, favorecendo a criação de relacionamentos, o fortalecimento de comunidades e o evangelismo efetivo?

CV Outreach é uma plataforma inovadora. Queríamos transformar todo esse universo digital em relacionamentos pessoais com as igrejas locais. Observamos que as pessoas ao redor do mundo estão procurando cada vez mais respostas no Google para seus problemas emocionais e espirituais. Sabemos disso, pois temos equipes dentro da CV que acompanham diariamente dados de diversas fontes digitais.

Como também somos produtores de conteúdos, queríamos de alguma forma estar presente nessas buscas e apresentar Jesus como resposta para tais problemas. Mas Deus nos levou além. Ele nos capacitou para desenvolver um mecanismo que, quando uma pessoa assiste a um conteúdo nosso pela busca do Google, também tem a possibilidade de enviar uma mensagem: a plataforma do CV Outreach identifica dentro da nossa base de parceiros — que hoje possui mais de 1.330 pessoas — qual igreja está mais próxima de quem a enviou. Assim, a direcionamos para a caixa de e-mail da igreja parceira.

É bem simples: quando alguém pesquisa um assunto relacionado a Deus, nós conseguimos colocá-lo em contato com o e-mail da igreja mais próxima. Dessa forma, estamos alcançando nossa missão de apresentar Jesus para pessoas e conectá-las às igrejas locais. Acreditamos que o relacionamento e o fortalecimento dos laços no Corpo de Cristo são fundamentais.

Tais serviços estão disponíveis no Brasil? Se sim, em quais localidades?  E como um interessado pode usá-los?

A CV tem mais de 20 projetos ativos em todo o mundo. Aqui no Brasil, estamos com o yesHEis e o CV Outreach, por enquanto. Já temos planos para trazer mais recursos digitais para equipar as igrejas no país.

Todos os projetos que a CV desenvolve são gratuitos e estão disponíveis a todos! Para igrejas que queiram se tornar parceiras do CV Outreach, basta acessar nosso site: br.cvoutreach.com e preencher o formulário. Temos uma equipe que cuida de todo o processo e treinamento das pessoas que vão responder às mensagens. Já o yesHEis está disponível nas plataformas Android e iOS, basta o usuário acessar a loja virtual e buscar por “yesHEis”. O aplicativo é único no mundo e contém conteúdos em português e em outras 19 línguas.


Texto escrito por Cleiton Oliveira.

Publicado originalmente em 28/01/2020 em https://encontrosepal.org.br/a-contribuicao-do-mkt-digital-para-o-cumprimento-da-promessa-de-atos-1-8/


Há inovação na igreja brasileira?

HÁ INOVAÇÃO NA IGREJA EVANGÉLICA BRASILEIRA?

Esse foi o questionamento do dia por aqui e queremos você nessa roda de debate. Será que há, em nosso contexto, saídas inovadoras sendo desenvolvidas e promovidas para melhorar o desempenho (de conexão com as pessoas) da missão das igrejas e projetos missionários?

Nas décadas de 70 e 80, a música contextualizada com a cultura invadiu a igreja e foi base da missão. Nos anos 90, as comunidades iniciaram uma transformação nas práticas de culto e intensificaram a desconstrução da formalidade. Nos 2000, a tecnologia iniciou uma transformação no contato membro-igreja.

E hoje? Há inovação na igreja brasileira? Há espaço para a construção de uma nova revolução na missão? Queremos te ouvir.

Que essa pergunta invada sua semana, que você busque boas referências e que essa provocação te anime a criar possibilidades de melhorar a captação e a formação de discípulos de Jesus a partir de você e de sua comunidade.


Texto escrito por Rodrigo Motta, da ChurchCOM e adaptado por CV Outreach.

Publicado originalmente em https://www.churchcom.com.br/post/h%C3%A1-inova%C3%A7%C3%A3o-na-igreja-brasileira


Meu Dilema Social: Eu Devo Deletar Todos os Meus Aplicativos de Mídias Sociais?

4 perguntas para te ajudar a decidir!

Dentro de poucos dias, amigos começaram a me mandar mensagens perguntando se eu já tinha assistido o documentário da Netflix “O Dilema Social”. No Facebook, alguns usuários começaram a anunciar que estavam excluindo suas contas – tudo por causa desse documentário. As pessoas vieram me fazer essa pergunta porque eu tenho pesquisado sobre mídias sociais e ensinado há alguns anos sobre como ter limites nelas. 

O documentário trata de forma tangível algumas tendências alarmantes que temos visto como sociedade: níveis crescentes de depressão, taxas mais altas de automutilação e tentativas de suicídio, disseminação de informações enviesadas e redução do pensamento crítico. Infelizmente, nada disso me surpreende. Independente de todas essas informações, é fato que algo tem que mudar. 

Eu sei a partir do meu próprio uso como é fácil ficar viciado em usar mídias sociais. Não apenas há uma rolagem infinita de pessoas recomendadas para se seguir e vídeos para se assistir, há literalmente milhares de engenheiros do outro lado da tela, e o único trabalho que eles têm é prender a minha atenção pelo tempo que conseguirem. É assim que eles aumentam o lucro. Como o documentário afirma, “Se você não está pagando pelo produto, você é o produto.”

 Manter a atenção dos usuários na atualidade tipicamente significa criar um “buraco do coelho.” Eu passei por isso na minha página de Pesquisa do Instagram: assim que eu clico em uma janela, eu sou instantaneamente atraída para uma série de stories auto-executáveis, clipes, e memes. Se eu escolho assistir o resto de um vídeo no IGTV, o aplicativo automaticamente começa a reproduzir o próximo vídeo relacionado. Agora, se eu estou procurando fazer algo, isso é útil, mas na maioria das vezes, eu peguei meu celular para fazer outra coisa, mas assim como cair em uma rotina, eu abri o aplicativo e comecei a explorar sem sequer perceber.

Considerando o buraco do coelho, a economia de atenção e o nível crescente de problemas de saúde mental, se livrar das mídias sociais é a melhor solução? 

Não necessariamente. 

Pode haver outra solução. 

No último verão, eu decidi mergulhar e entender o meu próprio uso de mídias sociais. Eu excluí o meu aplicativo do Facebook, mas precisei de 3 semanas para deletar o meu Instagram. Foi assim que eu percebi o quão grande era o meu vício. 

Eu escrevi todos os problemas das mídias sociais em adesivos e grudei na minha parede. Eu lembro de ficar olhando para a parede e me sentindo sobrecarregada por quão grande o problema parecia ser. E o quão igualmente distante parecia que Deus estava disso tudo. Parecia que era algo grande demais, muito fora do meu alcance para que eu pudesse fazer algo para consertar o problemas, mas como você fala sobre tecnologia com Deus? A Bíblia não tinha internet ou computadores, e definitivamente não tinha Facebook ou Instagram. Eu comecei a acreditar que isso seria o meu novo normal.

Conforme o verão foi progredindo, eu li alguns livros sobre fé e tecnologia, os efeitos que isso estava tendo, e como eu precisava ter limites melhores. Porém, só foi quando eu li o livro Do Jardim à Cidade (From the Garden to the City) que eu senti esperança. Eu percebi que Deus não fica assustado com a tecnologia—Ele também a utiliza, e frequentemente de forma inovadora!

Na Bíblia, vemos Deus dando os desenhos do projeto para construir o maior navio que o mundo já viu. Posteriormente, Deus colocou os israelitas no meio da revolução de comunicação entre o Egito, Canaã e Sinai. E quando Ele escreve os 10 mandamentos, ele usa a tecnologia de ponta daquela época—um alfabeto escrito. Não, Deus certamente não tem medo da tecnologia.

Eu também percebi que estava olhando a tecnologia e os aplicativos da maneira errada. Eu costumava pensar que a tecnologia era apenas uma ferramenta. Se eu a usasse para o bem, ela se tornaria boa. Se eu a usasse para o mal, ela se tornaria má. Mas eu percebi que todos os nossos aplicativos—Facebook, Instagram, todos eles— tem o seu próprio sistema de valores. E quando eu escolho usar um aplicativo, eu estou escolhendo abrir mão de alguns dos meus valores para usá-lo.

O Google Maps me convida a não prestar atenção para onde estou indo; eu irei para onde o aplicativo falar que eu devo ir. Leva mais tempo para eu aprender uma rota nova, e eu não consigo apreciar o cenário da mesma forma porque eu estou focada na navegação. Quando eu uso o Instagram, eu escolho colocar valor não apenas na minha expressão criativa, mas também no número de curtidas, visualizações, comentários e mensagens diretas que eu recebo. 

Então o que fazemos? Desde aquele verão, enquanto eu batalhava com o meu uso de mídias sociais, eu encontrei quatro perguntas que realmente me ajudaram a reassumir o controle sobre os meus dispositivos. Talvez elas também possam te ajudar.

  • Por quais valores eu desejo viver?

Esta pergunta começou como um experimento de pensamento. É um pouco triste, mas se eu fosse morrer amanhã, como eu gostaria que as pessoas me descrevessem em meu discurso em minha memória? Elas não vão ler meu perfil de LinkedIn ou nota de falecimento. Em vez disso, elas vão falar sobre meu caráter, meus valores e como eu vivi. Se esse é o caso, isso significa que eu preciso decidir quem eu quero ser, e então usar esses valores para guiar as escolhas que eu faço e os aplicativos que uso. Eu não quero continuar a usar os aplicativos ou a tecnologia de forma cega, e me alinhando com o sistema de valores deles e não priorizando o meu. 

Respondendo isso por mim mesma, eu percebi que quero ser conhecida por depender de Deus, sendo autêntica, alegre e fiel, e presente na vida das pessoas ao meu redor. Uma vez que eu nomeei meus próprios valores, em seguida, eu precisei avaliar se os aplicativos que eu uso apóiam esses valores. Para fazer isso, eu comecei a fazer a próxima pergunta.

  • Como o meu comportamento muda com o passar do tempo usando esse aplicativo ou dispositivo?

Quando eu comecei a usar o Instagram, todos os meus amigos eram criativos. Suas fotos incríveis me intimidavam, então eu não postei fotos por muito tempo. Quando eu finalmente fiz isso, percebi o quão incrível é receber curtidas e visualizações. E eu comecei a prestar atenção em que tipo de fotos tem as melhores reações. 

Eu saí de insegura para uma pessoa buscando aprovação. Ao mesmo tempo, eu me senti menos autêntica, menos feliz e menos fiel, e Deus não estava em nenhum lugar no meio disso. Eu me senti dependente do Instagram e definitivamente independente de Deus. Nas primeiras vezes, eu não percebi. Eu checava meu Instagram, via minhas curtidas, e então dormia, e tudo sem precisar falar com Deus. Eventualmente, conforme eu percebi essas mudanças em meu comportamento, eu comecei a reconhecer o quão inquieta e fora de sintonia eu me sentia em relação a Deus, e vi como o Instagram tinha responsabilidade nisso.

No fim das contas, minha história com o Instagram não é encorajadora, sendo bem honesta. Eu não estou vivendo os meus valores. Sem pensar, eu estou permitindo que o Instagram prenda a minha atenção pelo tempo que for possível, do jeito que milhares de engenheiros planejaram. Em vez disso, meu desejo é usar o Instagram para ver como anda a vida de um amigo, mandar uma mensagem, e então deixar o telefone de lado e viver a minha vida, sem a tela. Não ficar rolando o feed de notícias indefinidamente ou me comparando sem parar. Não para sentir que eu estou perdendo algo ou que só quero satisfazer o meu tédio.

Uma vez que você observou o seu próprio comportamento, se pergunte se ele está mais ou menos em linha com os valores pelos quais você quer viver.

  • Que problema está sendo resolvido?

A terceira pergunta nos lembra do porque um aplicativo foi criado e o motivo de você e eu termos começado a usá-lo. A maioria dos aplicativos foram criados para resolver um problema. Até o TikTok nos dá um certo nível de entretenimento, que tem o seu lugar. Se você não consegue identificar o problema que está sendo resolvido, talvez não valha a pena usar.

Com o Facebook e o Instagram, a necessidade é por comunidade. Eu vivo sozinha, e durante esta pandemia, meus círculos sociais reduziram. As mídias sociais permitiram que eu mantivesse contato com familiares próximos e amigos, mas também com conhecidos mais distantes. Duas das minhas melhores amigas vivem no exterior. Em um ano bom, eu geralmente tenho a chance de vê-las uma vez por ano. As mídias sociais nos permitem termos conversas casuais sobre o que está acontecendo em nossas vidas, apesar de estarmos distantes geograficamente. E não somos os únicos. As mídias sociais estão tratando o problema do isolamento para muitos.

No início da pandemia, um estudo em 30 mercados mostrou que o uso de mídias sociais aumentou em 61% em comparação ao uso normal. “Enviar mensagem pelo Facebook, Instagram e WhatsApp aumentou 50% em países que foram mais atingidos pelo vírus,” de acordo com outra fonte. Até as pessoas que deletaram o Facebook começaram a voltar para o aplicativo, buscando se envolver em uma comunidade. Facebook e Instagram estão ajudando a construir as pontes sobre os abismos sociais que o distanciamento físico e o isolamento criaram. Isso é uma necessidade real? Eu acho que sim. As mídias sociais ajudam? Absolutamente, mas esses aplicativos poderiam ser mais úteis.

  • Há uma forma de usar este aplicativo que se alinha com meus valores?

De forma prática, considerando os meus valores—depender de Deus, ser autêntica, alegre e fiel, e presente nas vidas das outras pessoas—como eu posso usar o Instagram e honrar meus valores ao mesmo tempo? Eu vou ser honesta. É difícil. Eu regularmente deleto o aplicativo Instagram, e esses dias, trabalhando de casa, eu frequentemente tenho que colocar meu telefone em outro quarto. Ainda assim, as mídias sociais têm sido meu contato principal com minha comunidade e mundo afora. Pelo menos para mim, eu não acho que é sábio ou realista deletar completamente todas as mídias sociais de uma vez só. Como eu posso manter o meu celular em uma mão e os meus valores na outra?

Aqui vão alguns limites que eu estabeleci. 

  • Focar meu feed de notícias em Stories que me ajudem a viver meus valores deixando de seguir ou silenciando as contas que não me ajudam a fortalecer meus valores. Eu nunca vou esquecer do momento que eu gritei com raiva por causa do Story das férias de alguém no Instagram. Foi humilhante perceber o quanto a viagem daquela pessoa provocou inveja em mim. A Bíblia nos encoraja da seguinte forma “Finalmente, irmãos, tudo o que for verdadeiro, tudo o que for nobre, tudo o que for correto, tudo o que for puro, tudo o que for amável, tudo o que for de boa fama, se houver algo de excelente ou digno de louvor, pensem nessas coisas.” (Fp.4:8) e “Se vivemos pelo Espírito, andemos também pelo Espírito. Não sejamos presunçosos, provocando uns aos outros e tendo inveja uns dos outros” (Gl. 5:25-26). Enquanto você navega pelo seu feed de notícias, no que você está pensando? 
  • Não deixe que seu feed de notícias se torne uma câmara de eco do que você já pensa e acredita. Eu intencionalmente comecei a seguir contas de pessoas negras, indígenas e pessoas de outras etnias para garantir que eu estou constantemente aprendendo e desafiando meus preconceitos. 
  • Ative o “Tempo de Tela” (iPhone) ou “Bem-estar Digital” (Android). Eu configurei para que os aplicativos no meu notebook e telefone desligassem às 21h. O desligamento abrupto pode ser um pouco chocante algumas vezes, mas bastante efetivo e me ajuda a administrar o meu tempo. A experiência também me lembra quais são os meus valores. E a cada noite eu tenho a oportunidade de reafirmá-los.
  • Mude o seu telefone para a escala de cinza. Não há dúvidas de que as cores do aplicativo no seu telefone te atraem. Só mude para a escala de cinza e você verá. As cores são surpreendentemente efetivas. Você pode facilmente configurar a escala de cinza na maioria dos telefones hoje. E no iPhone, você pode facilmente alternar entre cores e a escala de cinza. 
  • Desative as notificações via push. Quem resiste olhar o celular quando você ouve um som ou até uma vibração? Decida que notificações você acha que são essenciais, e somente permita notificações desses aplicativos. Você pode customizá-las para cada aplicativo nas suas ‘Configurações’. E quando novos aplicativos forem baixados pela primeira vez, eles te perguntarão se você permitirá notificações. Só diga não!
  • Esconda o aplicativo no telefone. Se você quer manter um aplicativo ou simplesmente usar menos, torne-o menos acessível. Coloque na última tela ou em um lugar difícil de encontrar…OU simplesmente use a experiência pelo browser. A experiência do Instagram pelo browser é bastante frustrante. Eu tenho que individualmente selecionar cada Story no Instagram, a página inicial não atualiza regularmente, e é bastante estranho fazer postagens do browser. Porém, eu faço isso com um propósito, para que eu não queira passar muito tempo nele, e nossa, é realmente muito efetivo.
  • Quando você está com outras pessoas, fique longe do seu telefone (algum lugar que não fique próximo do seu próprio corpo). As pessoas geralmente não irão perceber se você não checar o seu telefone. Mas eles sempre irão perceber quando você fizer isso! Colocar o seu telefone longe de você é uma forma silenciosa de hospitalidade. Se você está esperando uma ligação urgente, diga isso para a pessoa com antecedência, se puder, ou explique antes de pegar o telefone. Todo mundo gosta de uma pessoa generosa.
  • Pergunte-se que necessidade você está atendendo ao checar suas mídias sociais, e então pergunte a Deus como Ele pode te ajudar a atender aquela necessidade. Eu fiz isso com séries de TV que eu gosto e com meus aplicativos. Deus já conhece o que você está assistindo. Em vez de ficar navegando de forma despreocupada, por que não perguntar dEle e ver como Ele o que pode te ajudar a atender essas necessidades? Foi bastante útil identificar meu desejo por aventura, descobrir um traço de personalidade, ou reconhecer a aprovação que eu estou desejando e então entregar nas mãos dEle.

Essas perguntas foram planejadas para te ajudar a pensar nisso por si só. Seus valores e vulnerabilidades podem ser diferentes do meu, então suas práticas podem parecer diferentes também. A coisa importante é que você saiba quais são os seus valores e você encontrará formas de alinhar os seus aplicativos com eles, em vez de olhar para o outro lado. Trabalhar essas 4 perguntas te ajudarão a fazer isso.

Você deveria deletar seus aplicativos sociais? 

Para algumas pessoas, a resposta pode ser sim. Mas eu acredito que exista uma outra maneira. É difícil e exige bastante esforço, mas eu acredito que Deus não tem medo de tecnologia, e Ele pode te ajudar com isso. No fim das contas, é uma jornada, e não um destino. Determine por quais valores você quer viver e regularmente monitore o seu comportamento. Eu estou regularmente avaliando meus comportamentos e os limites que estabeleci. Use seus aplicativos de forma que se alinhe com os seus valores. É um processo contínuo. Comece aos poucos. Revise e reajuste seus limites conforme necessário. Sua atenção não precisa ficar presa, conforme milhares de engenheiros planejaram. Você tem a opção de decidir o que fazer depois.

 

Escrito por Ruth Mullen, uma Designer Instrucional na Desire to Learn (Desejo de Aprender), uma empresa tecnológica em crescimento em Waterloo, Canadá, e ex-Diretora da FaithTech Toronto. Ruth trata de assuntos como vícios digitais, mídias sociais, teologia do trabalho, e muito mais. Ruth também é uma nerd de história e sabe bastantes fatos insignificantes sobre bolsos, as pirâmides e os Vikings.

Tradução livre por Victor Almeida, texto original https://medium.com/faithtech/my-social-dilemma-should-i-delete-all-my-social-apps-fd2ee2320f3c

Quer conhecer o CV Outreach e se tornar um parceiro?

O que o ambiente virtual nos revela sobre os brasileiros?

“Como lidar com a ansiedade”, “depressão”, “o que é a felicidade”. De acordo com dados inéditos divulgados pelo próprio Google, até setembro/2020, buscas  relacionadas a transtornos mentais cresceram 98%, se comparadas com a média dos últimos 10 anos. Além disso, os nove primeiros meses deste ano apontaram para um crescimento de 33% desses termos, se compararmos esse levantamento apenas com os dados de 2019. Mas não só. No mês de junho/2020, perguntas a respeito do que é a felicidade atingiram o maior volume de pesquisas dos últimos oito anos.

Esses dados preocupantes revelam que o isolamento social trazido pela pandemia potencializou os sentimentos de medo, solidão e incerteza, que antes já eram conhecidos por uma parcela relevante da sociedade. Além disso, a falta de contato com outras pessoas fez com que muitos se voltassem para a “única” fonte de conforto que estava ao seu alcance: a internet.

Há um número significativo de pessoas se sentindo sem esperança, sem suporte e em desespero. Elas precisam de uma fonte segura de informações e de um apoio que possa lhes mostrar esperança em meio ao caos. Como cristãos, não dependemos de uma estrutura física para cumprirmos essa missão para sermos esse apoio.

Se as portas das igrejas permanecem fechadas, se as pessoas não podem temporariamente se reunir fisicamente nos templos, se as mãos dadas em oração não podem se tocar para transmitir o amor que nos constrange, se o ombro amigo não pode estar presente, se as vozes não podem se erguer em um só lugar para adorar ao Senhor e proclamar a salvação que vem do Rei, precisamos levar a Igreja ao ambiente virtual e alcançar essas pessoas que estão passando por dificuldades. Precisamos mostrar que o amor de Cristo é capaz de falar aos corações mesmo em um e-mail, uma video chamada ou uma mensagem no WhatsApp. Não temos restrições nas fronteiras  que nos impeçam de compartilhar Jesus. Esta pandemia não parará a ação do Evangelho e nem o mover de Deus.

As pessoas estão clamando e buscando apoio para seus transtornos mentais. Elas querem descobrir onde encontrar a verdadeira felicidade quando o mundo ao nosso redor parece que está ruindo e, mais do que nunca, o futuro parece incerto. Nós, enquanto cristãos, conhecemos a verdadeira fonte de felicidade, e precisamos aproveitar este espaço virtual tão amplo  e repleto de oportunidades para alcançar essas pessoas e apresentar-lhes Aquele que pode suprir todas as suas necessidades: Jesus.

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Cristãos Deveriam Ter Medo da Inteligência Artificial e do Futuro?

Há muitas declarações feitas por aí sobre a Inteligência Artificial – IA que podem facilmente causar medo, pois elas promovem o desconhecido, e o desconhecido é o lugar aonde surge o medo. Mas esses medos são legítimos? Devemos temer o futuro, ou devemos aceitá-lo com animação?

O que é Inteligência Artificial?

Inteligência Artificial (IA) é uma área da ciência da computação dedicada à criação de softwares ou hardwares que podem agir, aprender e se adaptar ao mundo real como os humanos fazem. Ela busca amplificar as capacidades humanas e automatizar tarefas tediosas que precisamos cumprir como humanos, mas ela não busca substituir seres humanos.

É muito menos sobre pragas de robôs assassinos, e muito mais sobre usar a robótica para ajudar a matar pragas.

Artigos Populares sobre IA:

  1. Basics of Neural Network
  2. Making a Simple Neural Network
  3. Are you using the term ‘AI’ incorrectly?
  4. From Perceptron to Deep Neural Nets

Na essência, IA é a ação de introduzir dados, processar dados e promover a saída de dados. O aspecto processual disso é construído para aprender, resolver problemas, prever tendências, responder perguntas e prover ações recomendadas baseadas no que os dados dizem, e quanto mais isso é feito, mais inteligente se torna, e daí a palavra inteligência.

A Inteligência Artificial é assustadora?

Como mencionado anteriormente, há muitas declarações feitas por aí sobre IA que podem facilmente causar medo porque elas promovem o desconhecido, e o desconhecido é o lugar aonde nasce o medo.

“Especialistas em tecnologia não concordam em muitas coisas, mas muitos estão alinhados com a ideia dos perigos potenciais se a IA não for supervisionada.”

Dito isso, IA não é uma tecnologia assustadora, no entanto, é uma tecnologia que nos provoca, como cristãos, a pensar profundamente e de maneira diferente, porque qualquer invenção que tenta imitar as ações de um ser humano, certamente faz surgirem perguntas.

Questões como: Quem irá determinar os limites éticos da IA? O que é certo e errado? Se seres humanos não conseguem definir nossos valores, como as máquinas farão isso? Que efeito a IA terá sobre os valores e dignidade do trabalho humano? A IA resultará em desemprego? A IA pode ter um papel no futuro de pacificação da humanidade? O fato de que ‘podemos’ significa que ‘devemos? Como a IA impactará o que significa ser humano?

A Inteligência Artificial mudará nossa Fé?

A revolução IA começou a mudar as coisas e continuará a transformar a sociedade. Essa revolução criará oportunidades para a Igreja e as instituições com suas bases em crenças religiosas. Embora ela não vá mudar a fé como uma crença, ela pode mudar o que muitas pessoas creem a respeito da fé, delas mesmas e do mundo.

É importante que pessoas que têm crenças pessoais saibam ‘o que’ elas creem, ‘porquê’ elas creem e sejam capazes de simplesmente e confiantemente compartilhar suas crenças.

Um terreno cultural em transformação requererá que firmemos nossa fé em quem cremos, em vez de nos firmar em como nossas crenças são praticadas ou demonstradas para os demais. 

A Inteligência Artificial ajudará a espalhar o Evangelho?

Sim, da mesma forma que as Estradas Romanas, a imprensa, a televisão e a internet foram maneiras revolucionárias de espalhar o Evangelho, a Inteligência Artificial será revolucionária para alcançar ‘os confins da terra’. Ela mudará a forma que o mundo opera, e por causa disso mudará como o Evangelho é espalhado.

A IA certamente não remove nossa responsabilidade de compartilhar o Evangelho, ela simplesmente aumenta a oportunidade. Ela não muda a mensagem, ela simplesmente muda o método de compartilhamento.

Podemos usar a IA para espalhar o Evangelho …

  • Traduzir a Bíblia para qualquer língua, a qualquer momento, em tempo real.
  • Desenvolver maneiras únicas de compartilhar Jesus com aqueles com algum tipo de deficiência.
  • Identificar e interceptar pessoas que estão considerando suicídio ou automutilação e compartilhar esperança com elas.
  • Responder qualquer pergunta feita sobre a Fé a qualquer momento, em qualquer plataforma.
  • Apresentar pessoas para Jesus e conectá-las com uma igreja local.
  • Conectar pessoas pesquisando sobre Fé com cristãos em sua região.
  • E muito mais …

Como Cristãos podem aceitar a Inteligência Artificial e o Futuro?

Podemos aceitar o futuro sabendo no que cremos e porque cremos, ao diversificar nossas habilidades e ao ter confiança em nosso chamado e obedecendo ao Espírito Santo.

Leia mais sobre cada um desses aqui: 3 Things Christians can do to Embrace Artificial Intelligence & the Future.

  1. Confiar que Deus tem controle sobre o futuro. Ele já está no futuro e conhecia o futuro no passado. Ele não está surpreso com o que acontecerá. Quando passamos por momentos que parecem incertos, precisamos nos apegar ao que sabemos que é certo. Não podemos temer o futuro e olhar para o passado em busca de segurança. A única razão de olhar para trás, é ser lembrado do que Deus fez, para que isso possa nos inspirar sobre o que Ele ainda pode fazer! Sua fidelidade no passado nos ajuda a lembrar de ser frutíferos no futuro!
  2. Nos assegurar que a igreja é centrada em Jesus. A Igreja pode começar a adotar formas ou expressões diferentes, mas isso não mudará a necessidade de que as igrejas sejam centradas em Cristo, capazes de influenciar a cultura, vibrantes, generosas e solidárias, inovadoras e capazes de instigar a reflexão. As pessoas são altamente tecnológicas, mas também são altamente pessoais; quanto mais avançamos na tecnologia, as pessoas desejarão ter mais ambientes onde elas possam ter contato com outras pessoas e aprender o que realmente significa ser humano. Se pudermos continuar a ser fornecedores criativos do Evangelho com um coração voltado para a transformação da comunidade, em vez de sermos protetores do Evangelho focados na preservação da Igreja, veremos que a sociedade está olhando para a igreja para buscar uma base.
  3. Pensar de forma diferente sobre alcançar pessoas. Não pense sobre o que foi feito, pense sobre o que não foi feito. Sonhe em como podemos alcançar as pessoas que não foram alcançadas, como podemos resolver problemas sociais e como a tecnologia poderia positivamente moldar a sociedade. Pense nisto… As pessoas usam chat-bots com IA para resolver um problema da alma. As pessoas usam IA para acessar um texto preditivo quando elas escrevem palavras num SMS, imagine se as pessoas pudessem acessar a Palavra de Deus como um texto preditivo. As pessoas usam IA para saber o caminho no Google Maps, imagine se as pessoas pudessem usar IA para obter direcionamento em suas vidas.

Podemos não saber o que o futuro guarda para nós, mas sabemos quem é que guarda o nosso futuro. Sabemos que o medo e a fé são o fruto daquilo que escolhemos manter o nosso foco, então decidimos focar em Jesus, o autor e consumador da nossa fé. Por causa dele é que podemos ser ousados, corajosos e vitoriosos, e podemos encarar o futuro com animação.

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