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E de repente, Natal…

No senso comum, este foi um ano marcado por doenças, notícias ruins, insegurança, solidão e MORTE. Ainda assim, entendemos que este foi um ano abençoado, pois se o diabo acreditava que fechar as portas dos templos seria o suficiente para impedir que o Evangelho continuasse sendo compartilhado por toda a terra, o Corpo de Cristo e as lideranças das igrejas, impelidos pelo Espírito Santo, se adaptaram de maneira súbita, como há muito tempo não se via, para continuarem a cumprir o Ide que Jesus nos deixou.

Foi lindo ver o quanto Deus operou nos últimos meses. Pastores das mais diversas idades e localidades do Brasil começaram a fazer lives para interagir com as suas igrejas. Grupos de WhatsApp ficaram muito mais movimentados. Reuniões no Zoom se tornaram frequentes. O amor de Cristo transbordou em ações com irmãos doando bens aos necessitados, cuidando dos doentes e amparando os que estavam sofrendo.

Depois de meses fechadas, muitas igrejas começaram a reabrir, conforme havia a flexibilização do isolamento social em cada cidade. Usando máscaras, mantendo distanciamento e desejando a paz e a graça de Cristo sobre a vida dos irmãos sem os tradicionais apertos de mãos ou abraços, as lideranças das igrejas (igualmente afetadas pela pandemia) começaram a rever seus rebanhos, que em muitos casos estavam diferentes pela perda de irmãos ou porque muitas pessoas desanimaram durante este ano.

Para os pastores, este foi um ano especialmente desafiador, onde muitos conduziram o seu primeiro culto de velório ou tiveram de conduzir muito mais cultos e encontros desse tipo, ou mais do que estavam acostumados.  

E aí, quando tudo parece que está aos poucos voltando ao normal, somos surpreendidos por notícias de aumento de casos de infecção da COVID-19 e até de reinfecção. Por conta disso, especialistas em questões sanitárias estão recomendando um Natal com distanciamento social, sem a presença de muitos familiares e/ou de amigos. Além disso, muitos governantes voltam a restringir a circulação de pessoas e a reduzir o horário de funcionamento de muitos estabelecimentos.

De repente, o ano já está chegando ao fim. De repente, estamos em dezembro. De repente, já estamos nos preparando para o Natal. De repente, as medidas de isolamento assombram novamente a sociedade em um período onde as pessoas, mais do que nunca, precisam renovar as forças e buscar conforto nos laços familiares e de amizade. 

Em um período com tantas incertezas, muitas igrejas deixarão de apresentar suas peças, cantatas e mensagens natalinas. O que certamente é um dos períodos de maior sensibilização das pessoas ao Evangelho, não será como nos anos anteriores.

Independente dos obstáculos que esta pandemia está trazendo para a sua igreja, queremos te lembrar que Deus continuará agindo, mesmo sem as peças, cantatas e mensagens natalinas realizadas presencialmente. Por isso, queremos te incentivar a continuar investindo nas pessoas, seja digitalmente ou presencialmente (quando possível e respeitando as medidas de segurança). Este é um período em que a sociedade está especialmente sensibilizada, e não podemos perder esta oportunidade.

Apresente diante do Senhor este período natalino e peça que Ele te direcione e te dê criatividade para alcançar pessoas de uma maneira diferente neste mês de dezembro, assim como Ele te mostrou como continuar a conduzir a igreja quando as suas portas precisaram ficar fechadas.

“Não fui eu que lhe ordenei? Seja forte e corajoso! Não se apavore, nem se desanime, pois o Senhor, o seu Deus, estará com você por onde você andar”. – Josué 1.9